Planejamento Pastoral | Salesiano Rocha Miranda
Rede Salesiana de Escolas

Planejamento Pastoral


COMUNIDADE EDUCATIVO-PASTORAL: FAZER DA CASA UMA FAMÍLIA PARA OS JOVENS

A meta proposta pela Pastoral Juvenil Salesiana para todo jovem é a construção da própria personalidade, tendo Cristo como referência fundamental; referência que, tornando-se progressivamente explícita e interiorizada, o ajude a ver a história como Ele, a julgar a vida como Ele, a escolher e a amar como Ele, a esperar como Ele ensina, a viver n’Ele a comunhão com o Pai e o Espírito Santo (cf. CG23, n. 112-115). A verdadeira e real conversão missionária pede à Pastoral Juvenil Salesiana para descobrir e viver a profunda e inseparável relação da ação educativa com a ação evangelizadora.

Por isso, o primeiro elemento fundamental para realizar a Pastoral Juvenil Salesiana é a comunidade que envolve, em clima de família, jovens e adultos, pais e educadores, até ser experiência de Igreja (cf. Const. 44-48; Reg. 5); comunhão que vive os diversos dons e serviços como realidades complementares, em reciprocidade, a serviço de uma mesma missão (cf. CG24, n. 61-67). A evangelização é fruto do itinerário comum, da missão entre consagrados e leigos que unem suas forças em colaboração no intercâmbio de dons, embora nas diferenças de formação, tarefas, carismas e graus de participação nessa missão. Comunidade em que todos, consagrados e leigos, são sujeitos ativos, protagonistas da evangelização dos indivíduos e das culturas (cf. Christifi deles Laici 55-56; CG24, n. 96).

Desde os primeiros tempos do Oratório, Dom Bosco criou ao seu redor uma comunidade-família em que os jovens eram os protagonistas: um ambiente juvenil impregnado dos valores do Sistema Preventivo, com características espirituais e pastorais bem defi nidas, objetivos claros e uma convergência de papéis pensados em função dos jovens. Dessa comunidade surgiram a Congregação e a Família Salesiana. Segundo o próprio Dom Bosco, os Salesianos, com a vida em comum, são centro de comunhão e participação para os educadores que trazem a própria contribuição ao projeto e difundem o seu carisma (cf. CG24, n. 71-72, 75).

A presença salesiana é chamada a ser casa acolhedora, habitável, para os jovens. Com a CEP, queremos formar, em cada uma de nossas presenças, uma comunidade de pessoas, orientada à educação dos jovens, que possa ser para eles experiência de Igreja e os abra ao encontro pessoal com Jesus Cristo. A CEP (cf. Const. 47; CG24, n. 156) é, portanto:

comunidade: porque envolve em clima de família os jovens e os adultos, os pais e os educadores, onde o elemento fundamental de unidade não é o trabalho ou a eficácia, mas um conjunto de valores vitais (educativos, espirituais, salesianos…) que configuram uma identidade compartilhada e cordialmente desejada;

educativa: porque coloca no centro de seus projetos, relações e organizações, a preocupação com a promoção integral dos jovens, isto é, o amadurecimento de suas potencialidades em todos os aspectos: físico, psicológico, cultural, profissional, social, transcendente;

 pastoral: porque se abre à evangelização, caminha com os jovens ao encontro de Cristo e faz uma experiência de Igreja, onde, com os jovens, se experimentam os valores da comunhão humana e cristã com Deus e com os outros.

“Dom Bosco queria que em seus ambientes cada qual se sentisse em casa. A casa salesiana torna-se uma família quando o afeto é correspondido e todos, irmãos e jovens, se sentem acolhidos e responsáveis pelo bem comum. Em clima de confiança mútua e perdão quotidiano, experimenta-se a necessidade e a alegria de tudo compartilhar, e as relações se regem não tanto pelo recurso às leis quanto pelo movimento do coração e da fé. Esse testemunho desperta nos jovens o desejo de conhecer e seguir a vocação salesiana» (Const. 16)

” Sem familiaridade não se demonstra afeto e sem essa demonstração não pode haver confi ança. Quem quer ser amado deve demonstrar que ama» (Carta de Roma, 1884)