Estudo do livro do Profeta Miqueias | Salesiano Rocha Miranda
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Estudo do livro do Profeta Miqueias



Estudo do livro do Profeta Miqueias

Rio de Janeiro, 7 de setembro de 2016.

O presente estudo é uma leitura do texto bíblico com apoio de recursos na introdução da própria Sagrada Escritura e estudos do Livro e DVD: Defesa da Família: Casa e Terra Entendendo o Livro de Miqueias (2016), de um grupo de teólogos experientes no referente assunto do Centro Bíblico Verbo, sob a coordenação da Congregação do Verbo Divino.

DEFESA DA FAMÍLIA: CASA E TERRA

Uma chave de leitura para o Livro de Miqueias

O profeta Miqueias faz duras críticas aos governantes de Jerusalém, capital de Judá, reino do Sul. Miqueias denuncia a profunda miséria e opressão de seus irmãos que carinhosamente chama de meu povo.

Vocês são gente que devora a carne do meu povo e arranca suas peles; quebra seus ossos e os faz em pedaços, como um cozido no caldeirão” Mq 3,3

As imagens relatadas são duras e condizentes com a realidade de camponeses explorados, fala como algum que viveu essa realidade. Seu relato se assemelha ao do profeta Amós.

Quem, quando e onde atuou o Profeta Miqueias?

Em geral, os profetas se identificam com o nome de seus pais. Já em Miqueias vemos ele destacar sua procedência (Mq1,1). Miqueias de Morasti, ressalta também o período histórico de seu ministério, entenda-se aqui, o tempo de Joatão, de Acaz e de Ezequias, reis de Judá.

Isso aconteceu por volta dos anos 725 a 701 a.C., no reino do Sul, interior de Judá a 35-33 km da capital Jerusalém, entre a montanha e a costa, numa planície.

Esses dados geográficos e de tempo são indispensáveis para que entendamos que ele está inserido no período de opressão dos grandes proprietários de terra e do exército.

Outro ponto de relevância é que Morasti está na planície de Séfela, a região mais fértil e produtiva de Judá. Essa região com numerosa criação de ovelhas e grande produção de trigo e cevada, sempre foi terra de conflito, causando sérios problemas para os pequenos agricultores.

A cidade de Morasti era uma cidade que pertencia a um conjunto de cidades que tinham a segurança reforçada para proteger Jerusalém, esse grupo de cidades se estendia por cerca de 10 km.

Morasti era marcada pela presença de funcionários e pessoas da Corte de Jerusalém que cometiam crimes de abuso de poder para cobrar impostos, recrutar camponeses, extrair seus produtos agrícolas.

Em função de sua localização que era na fronteira de Judá com a Filisteia, sofreu vários conflitos militares com os filisteus e os assírios. Ou seja, guerras, violência e muito sofrimento é a realidade de muitos camponeses que Miqueias chama de meu povo.

O Império Assírio, a queda da Samaria e a Política de Centralização

Sem dúvida, alguma as guerras marcaram demais essa fase da história. Dentre as várias, destacamos:

Governo de Teglat Falasar III (745 a 727 a.C.). A Assíria se tornou um império que sujeitou a região a altos impostos e tributos na região até Jerusalém. A resistência a essa dominação incluiu diversas guerras. Em 722 a.C., Assíria invadiu Israel e destruiu a Samaria, com esse fato milhares de israelitas buscaram refúgio em Jerusalém e Judá. Em números gerais, Jerusalém aumentou nesse período sua população de 1 mil para 15 mil habitantes.

Os refugiados mais ricos pressionaram para ficar nas melhores terras e aumentarem as cidades. Casas foram derrubadas e terras foram tomadas e muitas famílias ficaram sem a herança de seus antepassados. O aumento da população gerou aumento de produção, o que estimulou a ganância dos poderosos.

A religião foi afetada, pois, o rei Ezequias centraliza o culto direcionando para Jerusalém todas as oferendas do país. Destrói santuários do interior, enfraquece a organização e a autonomia dos camponeses, fortifica as muralhas de Jerusalém e das cidades da fronteira, invade a Filisteia e entra em guerra contra Assíria.

A correlação se dá do seguinte modo:

  • O acúmulo de poder e riqueza;

  • A produção dirigida para o mercado;

  • Os investimentos em armas, fortalezas e guerras.

Gerando inevitavelmente:

  • Mais tributos;
  • Trabalho forçado;
  • Recrutamento militar;
  • Corrupção;
  • Violências.

Em 721 a.C., Senaqueribe, o rei da Assíria, invadiu Judá e destruiu 46 cidades fortificadas ao redor de Jerusalém, cercou Jerusalém e exigiu a rendição de Judá. Em Miqueias 1,8-16 vemos a lista das cidades destruídas, que também estão em 2Rs 18,13-16.

Conhecendo a Redação e a Estrutura do Livro

Como outros livros proféticos, o Livro de Miqueias também recebeu acréscimos. O acréscimo mais antigo é Mq 6,1 – 7,7, que fora produzido no reino do Norte e trazido para o reino do Sul em ocasião da queda da Samaria em 722 a.C.

O texto registra os crimes contra o povo de Israel cometido por seus governantes. Os textos de Mq 2,12-14; 4 – 5 e 7,8-20 foram compostos na época do Exílio e Pós-Exílio, entre 587 e 500 a.C. com a promessa de restauração de Jerusalém.

Diante dos acréscimos e do texto em seu conjunto, o redator final teria alternado no livro ameaças e promessas para moderar a severidade dos oráculos de Miqueias.

Assim sendo, podemos entender a estrutura do livro de Miqueias:

 

Ameaças

Promessas

1,2 – 2,11

3,1-12

6,1 – 7,7

2,12-13

4,1 – 5,14

7,8-20

 

A preocupação dos redatores do Livro de Miqueias não estava com a ordem cronológica dos oráculos proféticos, mas com a mensagem de Deus.

As mensagens do Livro:

Redator final

Restauração:

  • Templo

  • Jerusalém

  • Nação

Tempo de Miqueias

Denúncia contra:

  • Governantes

  • Sacerdotes

  • Profetas


Vale o grifo de que o Profeta Miqueias representa o povo oprimido pelos governantes de Jerusalém. Miqueias dificilmente proclamaria um louvor a Jerusalém, a capital. É importante situar cada oráculo devidamente em cada contexto para entender sua mensagem, sobretudo, para escutar o clamor de quem defende a terra, casa e família, para produzir a vida.

Cobiçam campos, e os roubam; querem uma casa, e a tomam. Assim oprimem ao varão e a sua casa, ao homem e a sua herança”. Mq 2,2

Os capítulos 1 – 3 de Miqueias foram escritos no fim do século 8 a.C., período em que a Palestina era dominada pelo Império Assírio. O texto apresenta a dura realidade do povo esmagado pelos tributos e entregues ao Império e aos dirigentes de Judá. No cotidiano o povo era explorado pelos fazendeiros, militares e governantes de Jerusalém.

Conhecendo o povo de Miqueias

De acordo com Gn 2, a missão do povo é cultivar e guardar a terra, mãe em favor da vida. A terra é gratuidade do amor de Deus para o sustento de todas as pessoas. Toda a humanidade é chamada a respirar com a terra mãe, Miqueias denuncia a apropriação injusta da terra.

Ai daqueles que, deitados na cama, ficam planejando a injustiça e tramando o mal! É só o dia amanhecer, já o executam, porque tem o poder nas mãos. Cobiçam campos, e os roubam”. Mq 2,1-2

Vemos em Miqueias uma denúncia contra aqueles que desejam ter o poder nas mãos a qualquer preço. Ainda hoje é uma atitude válida.

A ganância dos governantes de Jerusalém atingem diretamente a família e a casa.

Vocês expulsam da felicidade da casa as mulheres do meu povo, e tiram dos seus filhos a dignidade que eu lhes tinha dado para sempre”. Mq 2,9

Expulsar as mulheres da casa, justamente da casa, onde essa numa sociedade patriarcal é central para as mulheres, é violar um direito, assim como as crianças que tem direito a uma herança.

Miqueias acusa que é ruim o acúmulo de bens, de riqueza nas mãos de um pequeno grupo. Para ele, a terra e a casa são bens comuns que proporcionam o bem estar e a convivência com dignidade.

Para refletirmos pessoalmente e em grupos:

Em nossa realidade que tipo de exploração atinge diretamente as famílias e casas?

Nossas comunidades se preocupam com a situação concreta das famílias?

Terra, casa e família são elementos essenciais para a sobrevivência da população camponesa, é o que aparece no capítulo 2 do profeta Miqueias. Os poderosos planejam e executam um plano de expropriação da terra contra camponeses. A perspectiva geral de Miqueias e que também está presente em outros profetas é: “Deus não está presente na realidade de injustiça”.

Eu sou a terra, eu sou a vida.

Do meu barro primeiro veio o homem.

De mim veio a mulher e veio o amor.

Veio a arvore, veio a fonte.

Vem o furto e vem a flor.

Sou a razão de tua vida.

De mim viestes pelas mãos do criador e a mim tu voltarás no fim da lida.

Só em mim acharás descanso e paz”.

Cora Coralina

Oráculo do Senhor contra os profetas que desencaminham o meu povo, que anunciam a paz quando têm algo para mastigar e declaram guerra a quem não lhes põe nada na boca.”

Mq 3,5

Seus chefes exercem o juízo por gratificação, seus sacerdotes só ensinam mediante salário, seus profetas vaticinam a preço de dinheiro.” Mq 3,11a

Nos capítulos 2 e 3 de Miqueias há vários oráculos contra os profetas de Jerusalém e até uma discussão a cerca de quem são os verdadeiros profetas. Miqueias denuncia as elites e governantes de Jerusalém, seus sacerdotes e profetas por oprimirem e explorarem o povo. Mas os profetas da Corte respondem as palavras do grupo de Miqueias, desqualificando-o.

Eles profetizam: “Não profetizem, não profetizem essas coisas! A desgraça não cairá sobre nós. Porventura a casa de Jacó foi amaldiçoada? Acabou a paciência de Javé? É isso que ele costuma fazer? Por acaso a promessa dele não é de bênção para quem vive com retidão?” Mq 2,6-7.

Profetizar (hebraico) Pingar e Gotejar

Para os acusados, Miqueias está falando bobagem, porque os profetas das Corte se sentem fieis a Javé oficial. Acreditam que Deus está do lado deles, no Templo da Cidade Santa de Jerusalém. Nenhuma desgraça lhes acontecerá.

Por acaso, Javé não está no meio de nós? Nada de mal nos poderá acontecer!” Mq 3,11

Os profetas da Corte ensinam o povo conforme as leis do Deus do Estado e os interesses dos poderosos de Jerusalém.

Contra os profetas da Corte, Miqueias proclama:

Por isso, em lugar de visões, tereis a noite, e trevas em lugar de revelações. Pôr-se-á o sol para esses profetas, o dia vai tornar-se obscuro; serão confundidos os videntes, envergonhados os adivinhos. Todos esconderão a barba, porque Deus cessará de lhes falar.” Mq 3,6-7

Cobrir a barba significa LUTO, vemos isso em Lv 13,45 e em Ez 24,17.

O Deus da vida que está presente no meio do povo não responde a profecia dos profetas da Corte. Contrapondo a isso Miqueias apresenta suas referências:

Eu, porém, estou cheio de força (do espírito do Senhor), de justiça e de coragem, para denunciar a Jacó sua maldade, e a Israel seu pecado.” Mq 3,8

O profeta se julga repleto do espírito de Deus para defender o grupo que ele chama de meu povo, que está sendo vítima de várias formas de opressão. É a força do Espírito de Javé que conduz o verdadeiro profeta a restabelecer o direito aos pobres e oprimidos.

Como dizia Dom Hélder Câmara: “Não deixe a profecia morrer. A profecia está viva porque nossos irmãos estão dispostos a derramar o seu sangue pelo Reino de Deus.”

Nosso compromisso é não deixar a profecia morrer. Ela está em nossas mãos. Que o espírito profético nos impulsione a estarmos juntos com os mais necessitados.

Para refletirmos de modo pessoal e em grupo:

E hoje, existem falsos profetas e profetisas?

Quem seriam eles?

Como exercemos a nossa missão de profetas e profetisas?

O número de mortos em 2015 por causa da propriedade da terra foi o maior dos últimos 12 anos. Sendo que a grande mídia não divulga esses dados. Assim como ela não divulga que a grande concentração de renda é proporcionada pelo neoliberalismo.

A população no mundo tem: 30% de ricos e 70% de pobres. Hoje 1% dos ricos do mundo tem a riqueza maior que os 99%. Os 10% mais ricos do mundo abocanham mais de 80% da riqueza do mundo. Já os pobres que são 70% do planeta, vivem com 3% da riqueza do planeta.

Muitos dos nossos profetas hoje são silenciados por sua opção profética. Contudo, somos chamados a ecoar o som de suas vozes e manter viva a profecia. O grande caminho e modelo de nossas vidas é Jesus de Nazaré.

Que pratiques a justiça, que ames a bondade, e que andes com humildade diante do teu Deus.” Mq 6,8b

Em comparação com os três primeiros capítulos de Miqueias, os capítulos 6,1 – 7,7 apresentam Destinatário e Teologias diferentes.

 

Destinatário

Teologia

  • O texto nunca menciona Judá, Jerusalém e Sião do reino do Sul.

  • Fala de Amri e Acab, principais reis do Norte

A perspectiva teológica é a tradição de êxodo, uma das características dos oráculos dos profetas do Norte (Os 11,1-6)

 

É possível que esse texto tenha sido escrito pelos profetas do reino do Norte. Na ocasião da queda de Samaria, tenham se refugiado no reino do Sul, por sua vez traziam consigo suas tradições e se uniram ao grupo de Miqueias.

O texto registra a denúncia contra os crimes cometidos por governantes do Norte como Amri e Acab, semelhante a Oséias, profeta do Norte. Este afirma que a infidelidade atinge a casa e as relações familiares mais íntimas.

Porque o filho trata seu pai de louco, a filha levanta-se contra sua mãe, a nora contra sua sogra; e os inimigos são os da própria casa.” Mq 7,6

Uma das principais críticas de abuso da religião contra o povo, o estado abusa da religião com seus deuses.

Com que me apresentarei diante do Senhor, e me prostrarei diante do Deus soberano? Irei à sua presença com holocaustos e novilhos de um ano? Agradar-se-á, porventura, o Senhor com milhares de carneiros, ou com milhões de torrentes de óleo? Sacrificar-lhe-ei pela minha maldade o meu primogênito, o fruto de minhas entranhas por meus próprios pecados?”

Mq 6,6-7

Por intermédio dos sacerdotes e profetas da Corte, o estado estimula os camponeses a participarem do culto e a oferecerem sacrifícios para garantir boas colheitas. Assim, o estado legitima o seu poder e se enriquece cada vez mais, enquanto o povo empobrece e é escravizado em nome de Deus.

Os profetas do povo como Amós e Oséias condenam essa religião oficial e chamam o povo para voltar a ser fiel a Javé do êxodo, Deus compassivo e libertador dos pobres.

Deus não nos quer presos a uma religião presa aos Templos e Rituais, mas com uma vivência que nos leve a um compromisso com uma transformação social e espiritual.

O culto que não respeita a vida se torna um ritualismo vazio. Pois, o que agrada a Javé, Deus da Vida é a prática do direito e da justiça, da fidelidade ao seu projeto. A verdadeira religião brota da celebração da vida plena para todas as pessoas.

O que significa caminhar com Deus? É acima de tudo praticar o direito e amar a misericórdia, é assumir seu projeto de vida plena para todas as pessoas.

Para refletirmos pessoalmente e em grupos:

Quais as queixas do Deus da vida contra o seu povo hoje?

Como a nossa religião conduz a nossa prática no dia a dia?

De suas espadas forjarão arados, e de suas lanças, foices; uma nação não levantará mais a espada contra outra, e não se exercitará mais para a guerra.” Mq 4,3b

Em Miqueias: 4 – 5; 2,12-13; 7,8-20, o tema de grande importância é o da Restauração de Sião, típicos do Exílio e Pós-Exílio.

Miqueias 4 – 5, as questões do Exílio:

  • O cerco de Sião

  • A destruição de Jerusalém

  • O sofrimento do exílio

  • A espera do Messias

  • Javé como pastor

  • A esperança do resgate

  • A restauração do Templo

Miqueias 2,12-13

  • O resto de Israel

Miqueias 7,8-20

  • A reconstrução da nação em torno de Jerusalém

  • A confiança no Deus misericordioso

Esses textos são tardios e refletem o desejo dos habitantes da cidade de Jerusalém destruída quando os exércitos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, invadiram e devastaram Jerusalém em 587 a.C., uma parte da população foi exilada. Foi um desastre nacional.

Jerusalém recorda os dias de miséria e aflição quando seu povo caía nas mãos do inimigo.” Lm 1,7

Porém o povo não perde sua esperança teimosa pela vida, aos poucos ele se organiza e nasce a ideia de um resto que se entende como povo eleito e começa a sonhar com o fim do exílio (Sf 3,11-17).

É uma sociedade em que Javé finalmente reina como rei da justiça e da misericórdia, num tempo sem dominações e sem guerra, como também aparece em Os 2,20. Ao invés de armas e dominação são criados instrumentos de trabalho, organização e cuidado com a natureza para produzir alimentos saudáveis para a vida.

Guerra jamais! É um sonho e também uma crítica ao militarismo do estado e das sociedades injustas, é o sonho que está no coração das famílias dos refugiados que buscam um lugar para viver no mundo de hoje.

Mas cada um habitará debaixo de sua vinha e debaixo de sua figueira, sem que ninguém o moleste; porque assim o prometeu, por sua boca, o Senhor dos exércitos.” Mq 4,4

Vinhas e figueiras necessitam de cuidados para produzir, sem guerras as pessoas tem tempo para cuidar da plantação e usufruir de seus frutos. Assim sendo, sentar-se debaixo de sua figueira resume o sonho de uma Nova Jerusalém, é prosperidade e paz, é o Shalom, que não vem pela política dos poderosos 2Rs 18,31 e Zc 3,10. O Shalom vem com o empenho de todos na construção de uma sociedade de justiça, de solidariedade, de todas as culturas e todas as formas de vida no verdadeiro espírito de Javé que nos é revelado em Jesus de Nazaré.

Ouvi isto, chefes da casa de Jacó, príncipes da casa de Israel, que tendes horror à justiça, e torceis tudo o que é reto, que edificais Sião com sangue e Jerusalém com o preço da iniquidade.” Mq 3,9-10

Cobiçam as terras e apoderam-se delas, cobiçam as casas e roubam-nas; fazem violência ao homem e à sua família, ao dono e à sua herança.” Mq 2,2

Oráculo do Senhor contra os profetas que desencaminham o meu povo, que anunciam a paz quando têm algo para mastigar e declaram guerra a quem não lhes põe nada na boca.”

Mq 3,5

Já te foi dito, ó homem, o que convém, o que o Senhor reclama de ti: que pratiques a justiça, que ames a bondade, e que andes com humildade diante do teu Deus.” Mq 6,8

Mas cada um habitará debaixo de sua vinha e debaixo de sua figueira, sem que ninguém o moleste; porque assim o prometeu, por sua boca, o Senhor dos exércitos.” Mq 4,4

De tal modo entramos na terra dos profetas e profetisas de Miqueias, onde somos chamados e chamadas a sermos Profetas do Direito e da Misericórdia, em nossa caminhada darmos continuidade seguindo os passos de Jesus Bom Pastor, ou seja, amar e servir.

A esperança anima a caminhada do povo. A esperança não pode morrer. A esperança é quem nos ajuda a acreditar na concretização do Reino de Deus que se tornará realidade com a solidariedade amorosa de todas as pessoas que creem no projeto de Deus.

Pe. Reginaldo Fragoso Marinho, SDB


2 thoughts on “Estudo do livro do Profeta Miqueias

  1. Padre Reginaldo

    Sua palestra sobre o profeta Miquéias, do qual eu nada conhecia, foi ótima. Despertou meu interesse e vontade de ler e estudar na Bíblia sobre ele. Estou aqui imprimindo para passar para as outras pessoas do meu grupo de Círculo Bíblico, que não puderam comparecer lá na Igreja de São Jerônimo.Que Nosso Senhor o abençoe com a Luz do Espírito Santo para que o senhor possa trazer, cada vez mais, conhecimentos sobre as Sagradas Escrituras para nós.
    Muito obrigada. Fique com Deus.
    Miriam (Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Tomás Coelho)

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